segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O Che Guevara que mereço



Não precisa me conhecer muito, na verdade basta umas cervejas no bar mais próximo, para saber que não vou com a cara do vocalista da banda Detonautas (Tico Santa Cruz). Tirando nossas divergências por posições políticas e até filosóficas não costumo engolir com facilidade pessoas que são muito apegadas ao visual e a tão falada "atitude" (a atitude ditada pela mídia, com mais tintura de cabelo que posicionamento social). E qual o motivo de citar a minha imcompatibilidade de gênios ?
O motivo é que cai na gargalhada ao ver o meu rebelde sem causa favorito atuando em uma campanha publicitária de uma grande empresa de eletrônicos (Phillips se não me engano). A propaganda tem seu ápice quando o zorro do shopping pergunta: E pra você ? O que é liberdade?
E termina na apoteose da galhofa quando responde: Liberdade é ouvir o som que você quer com quem você gosta!

Sim Tico, isso é liberdade... Aliás, entre dois canários um pode alegar que liberdade é sair da gaiola e o outro que é comer alpiste quando quiser e com quem quiser.

O cara que faz ceninha em protestos sem objetividade e efeito, agora vai justificar em seu blog (aguardem) que fez a prpaganda mesmo e não deve nada a ninguém, é o discurso padrão. Resta a mim guardar a lembrança a imagem da banda fantasiada (pois penso que roupa é diferente do que eles usam) em um carro fazendo cara de mal enquanto RADICALISAM com seu novo Pen Drive!

domingo, 23 de novembro de 2008

O Grammy "latindo"


Assisti hoje a apresentação do Grammy latindo latino; sofrível e patético é pouco pra descrever tal circo de exageros, tal desfile de caricaturas. Pra começar a coisa toda estava sendo transmitida de Houston, uma nova cidade latina, que deve ficar na guiana francesa ou algum desses países latinos dos quais não temos muita notícia. De quebra iniciei meu penar assistindo uma senhora vestida em um elegante vestido longo descer do salto e sarrar a bunda (desculpa, não tenho forma delicada pra descrever aquilo) durante uma sucessão de insinuações frente ao cavaleiro do apocalipse músico de gosto duvidoso Kenny G (é assim que se escreve o nome do distinto?) o teatrinho encenado pelas duas figuras deixava claro o que estava por vir.
Todas as apresentações eram caricatas, escancarando nosso lado mais cafona e aprovando todo tipo de caricatura do povo latino enquanto por todo canto se viam referências a cultura americana, quando não eram os próprios convidados que se rasgavam de amores pela terra do Tio Sam. Após aguentar um número de hip hop latino (tá... era a mesma merda americana) me chamou a atenção uma apresentação de referências latinas no instrumento acordeom, foi aí que berrei: - Ei! Cadê o Dominguinhos? Vai entrar no final em um solo triunfal?!

Não! O Dominguinhos não apareceu, nem foi citado, aliás, um dos expoentes do instrumento até tocou uma canção que, pra mim, e pra todos na sala, era forró... E foi a canção que mais empolgou as chicas e chicos da platéia. E assim concluo que na verdade a presença do Dominguinhos em cena seria ridicularizar o atual arauto do baião.
O Brasil e sua pluralidade musical e cultural não deveria baixar a cabeça pra esse festival de horrores, na minha opinião deveria se negar a participar (o que não acontecerá por conta da pressão das gravadoras) e propor uma grande premiação, nada de prêmio TIM, pra música brasileira. É o mínimo que o Brasil poderia fazer pra deixar claro que temos muito mais no Brasil em termos de musicalidade que qualquer país latino, e que, por exemplo, no Rio de Janeiro se produz muito mais diversidade e originalidade que em todo México. E não venham me taxar de bairrista ou preconceituoso.

É isso, não quero ver a velha guarda da Portela subir em um palco junto com sujeitos de sombrero.

Mais um maldito programa de TV americano



É aquela coisa, nunca tive TV  a cabo, em casa de pobre a novidade chega sempre depois, e daí quando consegui colocar a dita cuja aqui em casa (numa de fugir do Faustão no domingo) comecei a zapear pelos canais vez ou outra pra tentar formar uma espécie de lista de preferências. Foi aí que bati de cara com um programa daqueles assistencialistas onde fazem a reforma da casa de um necessitado qualquer, nos moldes daquele do Luciano Hulk (óbvio que o narigudo, como todo brasileiro que se presa, roubou a idéia) só que todas as famílias são gringas.
O programa segue um molde bem previsível, mostra o drama da família, nego chora, a criançada berra e daí vem um branquelo com um caminhão pra comunicar que eles ganharam a benevolência do capitalismo e vão ter uma casa melhor pra viver. Foi aí que comecei a me enojar. O cara (o apresentador) chega na porta gritando que a família foi sorteada e essa mesma família sai aos berros pela porta,um lance exagerado e cheio de gritaria, com muito choro e todo sortilégio de frases onde você possa colocar a palavra GOD.
A reação quase sempre assusta em vez de animar quem assiste.
Daí em diante eles começam a planejar e construir a casa, e é aí que a coisa degringola mais ainda. Tudo bem, vamos reconstruir a casa e tentar melhorar ao máximo o conforto da família do pai viúvo com 10 filhos, só que tudo tem limite! Em todos os casos eles constroem uma mansão no lugar da antiga casa, que vamos e concenhamos, já não era um horror, cheia de apetrechos de um luxo gritante (e obviamente gosto discutível) como:
  • Piscinas aquecidas gigantes
  • Banheiras de hidromassagem para mais de 10 pessoas gigantes
  • Cozinha de restaurante francês gigante
  • Quartos gigantes cheio de coisas caras para dolescentes e camas gigantes
  • Eletrônicos como televisoes de plasma gigantes
  • Jardins gigantes com campos de futebol gigantes
E aí vai, tudo gigante, 5 estrelas e bla bla bla...
Maneirando nesse luxo conseguiríamos construir a casa dos gringos "necessitados" e mais umas 30 aqui no brasil pra pessoas MUITO MAIS NECESSITADAS (vale citar, o padrão de necessitado deles é bem diferente do padrão brasileiro). Sacou como a coisa toda soa como ostentação?
Imagina como o moleque na Rocinha assistindo o programa na Net Cat deve ficar puto?

Pois é, fico puto também. E tenho menos motivos pra isso.

 

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O popular zé ruela!


Se liga na carinha: Vou comer você e dizer que é em nome da arte e da sua postura adulta e transcendental!


Vou só citar a chamada do site de fofoca EGO:

Mallu Magalhães: ‘Estou loucamente

apaixonada’

Cantora de 16 anos estaria namorando o ex-Los Hermanos Marcelo Camelo, 30


Preciso falar o que penso? O cara já tinha caído no meu conceito com um cd meia boca e prepotente, agora dá uma de pedófilo (com o consentimento dos pais deixa de ser crime?).
É no mínimo uma atitude babaca deixar a menina, que já é bem complexada pro meu gosto, embarcar numa paixonite dessas. Juvenil meu cumpadi, o popular pelinha!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Da série: Ah se fosse em Madureira!

Universitário é achado morto em balada da FGV no Clube Vila dos Ipês

Felipe, em foto no Orkut - Reprodução O Globo

SÃO PAULO - O universitário Felipe Bulgarelli de Azevedo Sodré, de 19 anos,
foi encontrado desacordado dentro do Clube Vila dos Ipês, na Avenida
Mofarrej, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Ele cursava o
terceiro ano de Engenharia no Instituto Mauá, no ABC, e participava de
uma balada de universitários da Fundação Getúlio Vargas (FGV) junto com
amigos. Na última vez em que foi visto, conversava com uma colega.

Ao notar a ausência de Felipe, um amigo de 23 anos ligou para o
celular do rapaz. Um funcionário do Clube atendeu e pediu a presença
dele no ambulatório. Ao chegar ao local, o rapaz foi informado que
Felipe foi achado caído e inconsciente no chão do banheiro.


Eu quero ver quando zumbi voltar



Quinta-feira é feriado, em um ano que parece querer terminar o mais rápido possível o feriado passa ter um gosto de urgência. ZUMBI DOS PALMARES, feriado utilizado para celebrar a nossa raiz africana e a libertação dos escravos em terras brasileiras. O que esperar desse novo dia de liberdade?

De Palmares pra cá o negro escalou na escorregadia pirâmide social, enfrentou o preconceito dos brancos e dos negros, se machucou em recalques capitalistas e enfim começa a receber o devido reconhecimento da sociedade; muito lentamente, mas é notável. Penso então que, nesse momento, o negro deveria ser uma nova frente pela liberação, puxando todo o povo (branco, amarelo, índio) em um reboque pela real soltura.
De fato reconheço nessa parcela do nosso povo a força mais coerente e preparada para liderar uma revolta nacional (quem sabe mundial?) pela liberdade verdadeira, pelos direitos verdadeiros e inclusão verdadeira.
Porém, o que vejo são negros americanos em seus carrões, negros no mundo inteiro compondo odes para insultar e diminuir suas negras e brancas, negros ostentando e desperdiçando um dinheiro que falta a seus irmãos negros pelo mundo. Como chegamos a esse ponto?

Fazemos, nós negros, o papel de novos senhores de engenho, novos feitores.
Espero assim uma volta de Zumbi, descendo do céu descalço e cheio de valores, para nos retirar do novo tronco onde nós mesmos nos amarramos e onde nós mesmo nos ridicularizamos.

Palmas pra EPOCA



A EPOCA deu uma tacada de gênio quando publicou na sua última edição uma lista com os blogs "indispensáveis" da internet brasileira (evito usar o termo blogosfera, da asco só de citar tal presunção). E o que aconteceu? A molecada blogueira engoliu e caiu fácil, de ego massageado, publicando com posts gritantes a capa da revista, propaganda gratuita.
Por trás dos blogs da capa da revista está um grupo de jovens e adultos sem conteúdo que preenchem a internet de vídeos de gosto duvidoso, pornografia e comentário sobre o mesmo tema. No máximo de opinião surge um post ou outro sem embasamento e poluído por presunção. No geral os nossos blogs falam sobre si mesmos, é uma meta linguística só.

Pensem bem, dos blogs mais famosos qual de fato produz conteúdo e, quando o faz, o faz de forma orginal e embasada?

Se você lembrou de algum de cara tem grande oportunidade de ter pensado em algum blog de "profissionais da área", jornalistas de grandes conglomerados da comunicação.

O duro agora é aturar a molecada blogueira babando o próprio ovo e recebendo o coro dos desocupados da internet.